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Aplicando um filesystem

Para poder gravar as informações de forma estruturada na partição, é preciso aplicar um filesystem a ela. Sim, aplica um filesystem, não formatá a partição.
Formatar é o processo de preparo a mídia magnética, como discos rígidos e disquetes, para receber informação. Este tipo de preparo é de baixo nível e consiste em “desenhar” as trilhas e setores na mídia em questão. Aplicar o filesystem significa criar uma estrutura lógica acima dessas trilhas e setores que permita organizar seus arquivos em uma estrutura de diretórios e subdiretórios.Tipos de filesystem

  • ext2 – um dos primeiros filesystem do linux
  • ext3 – evolução do ext2, mas com técnica de journal
  • reiserfs – ótimo sistema de arquivos para arquivos objetos que 4mb
  • xfs – usado geralmente em banco de dados, tem suas vantagens como objetos muito grandes

Para criar um filesystem em uma partição, é preciso escolher o tipo de filesystem e utilizar o comando mkfs cuja forma de utilização básica e a seguinte:

mkfs – (man 8)
comando mkfs formata a partição criada pelo fdisk ou cfdisk com o sistema de arquivos. O tipo de sistema de arquivos é definido pela opção -t que suporta os formatos ext2, ext3 ou msdos.
Os comandos mke2fs e mkdosfs são variações do comando mkfs.

As opções mais usadas são:

  • -c – Verifica a existência de bad blocks no dispositivo.
  • L nome – Configura o nome para o dispositivo.
  • -n nome – Configura o nome do dispositivo para o formato msdos.
  • -q – Faz com que o mkfs trabalhe com o mínimo de saída no vídeo.
  • -v – Faz com que o mkfs trabalhe com o máximo de saída no vídeo.

mkfs -t tipo-do-fs “dispositivo”
# mkfs -t ext3 /dev/sda15
aplicando o filesystem, só faltará criar o ponto de montagem e montar.
Para consultar quais filesystem estão com suporte no kernel /proc/filesystems.

Arquivos de informações de filesystems
/etc/fstab, nele devem estar os informações a respeito da montagem de todos os filesytems do sistema.
“file system” – 1 – localização do filesytem, em geral o device ou endereço de rede

“mount point”
– 2 – ponto de montagem

“type”
– 3 – tipo de filesytem, ext3, ext2, reiserfs e etc

“options”
4 – opções de montagem (default = rw, suid, dev, exec, auto, nouser e asysnc)

“dump”
5 – 0(zero) ou 1 (um) informa se esta havendo um sistema de backup (dump).

“pass”
6 – aceita os valores de 0(zero) a 2(dois) e informa que deverá ser realizada a checagem de integridade do sistema de arquivos. 0(zero) desativa a funcionalidade 1(um) deve ser especificado apenas para o / e o valor 2(dois) deve ser especificado para quaiquer outros sistemas de arquivos.

O fstab, armazena as informações dos dispositivos comumente acessados, como as partições do sistema, discos removíveis e alguns dispositivos USB.

Importante saber:
/proc/mounts
Este arquivo normalmente possui mais informações, tais como opções de montagem usadas, do que o arquivo /etc/mtab. Embora estas informações não estejam necessariamente atualizadas.

/etc/mtab
Este arquivo é uma tabela dos dispositivos que se encontram montados. O seu formato é semelhante ao do /etc/fstab. Note que este arquivo é modificado dinamicamente à medida que montamos ou desmontamos sistemas de arquivos.

Para formatar uma paritção de maneira bem rápida usa-se o seguinte comando abaixo:

#mkfs.<sistema de arquivos> /dev/sda<x> onde <x> é o numero da partiçao que deseja formatar.

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