>_Xen 1.1

Virtualização o que é?

Em uma definicação simplificada, a virtualização é um processo que, através do compartilhamento de hardware, permite a execução de inúmeros sistemas operacionais em um único equipamento. Cada máquina virtual criada neste processo é um ambiente operacional completo.

Virtualização totla ( Full Virtualization)
Paravirtualização ( Paravirtualization )

Na Virtualização total, há uma virtualização dos elementos básicos de harware e de software ( processador, memória, kernel etc ). Já na paravirtualização, apenas alguns elementos são virtualizados.

O xen por sua vez utiliza a técnica de paravirtualização, chegando a utilizar o mesmo Kernel para máquina real e para máquina virtual, caso seja necessário.

O que é hypervisor ?

Hypervisor é uma plataforma de virtualização que permite executar múltiplos sistemas operacionais em um mesmo host e ao mesmo tempo. Também conhecida como VMM, Virtual Machine Monitor. O VMM é o pedaço de software que é responsável pela intermediação das requisições de hardware das máquinas virtuais e o hardware propriamente dito.

Paravirtualização

A paravirtualização, a princípio, parece uma virtualização de hardware, mas proprõe que o sistema operacional hóspede saiba que ele está sendo executado na camada virtual e possa interagir com ela.

Xen

O Xen é uma plataforma de virtualização livre para as arquiteturas X86, X86-64, IA-32, IA-64 e PowerPC. Distingue-se do VMware por rodar mais próximo do hardware ( ring 0 ). Ele permite que se rode vários sistemas operacionais em um mesmo hardware ao mesmo tempo.

O Xen, na verdade, é um monitor de máquinas virtuais. As máquinas serão construídas artesanalmente e o monitor irá mantê-las em execução sobre um sistema operacional princípal.

O projeto Xen se iniciou na Universidade de Cambridge fazendo parte do projeto Xenoservers, em 2003 tendo sua primeira versão, a 1.0.

Possui atualemente uma versão livre e uma paga.

No ano de 2004 os desenvolvedores lançaram a versão 2.0 e em 2005 a versão 3.0, nesse mesmo ano foi fundada a XenSources e como consequência a virtualização completa por hardware.

No ano de 2007 lançaram a versão 3.1 e o Xen foi reconhecido e adicionado ao código do Linux, fazendo assim com que o projeto se divulgasse de forma rápida.

No mesmo ano a Citrix anunciou a compra da Xen Sources.

Domínio, dom0, domU, guest, etc…

Existem algumas características básicas para trabalharmos com o Xen.

É importante mencionar que existem as máquinas hospedeiras (real) e as demais, que são chamadas de máquinas virtuais.

A máquina real é conhecida como domínio0, domain0 ou xen0, depende muito da literatura utilizada.

Cada máquina virtual é conhecida como guest, domínioU, domainU, ou xenU.

Um micro Kernel, denominado hypervisor, faz a ligação emtre o xen0 e as xenU.

Saindo do blabla, vamos direto para prática.

Instalação

1 – Primeiro passo é configurar o disco para LVM.

# fdisk -l

2 – No passo abaixo, vamos configurar o /dev/sda, adicionando uma partição sda3 no formato 8e (LVM).

3 – Feito a configuração do LVM , vamos reler a tabela de particionamento com o comando partprobe.

# partprobe /dev/sda

4 – Verificando o LVM da partição /dev/sda3

# pvdisplay

5 – Agora vamos criar um volume grupo para o nosso LVM com o comando abaixo:

# vgcreate disk-xen /dev/sda3

6 – Neste passo, vamos criar o nosso primeito volume lógico, para podermos armazenar uma de nossas vms.

# lvcreate -L 20480 -n vm-centos-1 disk-xen

7 – Agora vamos instalar todos os pacotes referentes a vritualização que temos no nosso repositório CentOS 5.5

# yum groupinstall Virtualização

8 – Agora vamos editar o grub.conf, alterando a opção de inicialização.

Na opção default troque o 1 pelo 0, exatamente como está na figura abaixo:

9 – Reinicie o servidor

# reboot

10 – Verique com o comando uname -a se o Kernel atual é o Kernel do Xen.

# uname -a

11 – Agora vamos para o diretório  /etc/xen/, dentro desse diretório vamos visualizar os arquivos que contém neste diretório.

13 – Como o nosso servidor não tem ambiente gŕafico, será preciso configurarmos a opção de acesso remoto via VNC.

Neste passo, teremos que  configurar o Xen para suportar acesso remoto. Para isso o arquivo /etc/xen/xend-config.sxp no dom0 deverá ter as linhas relacionadas ao vnc da seguinte maneira:

# The interface for VNC servers to listen on. Defaults
 # to 127.0.0.1  To restore old 'listen everywhere' behaviour
 # set this to 0.0.0.0
 (vnc-listen '0.0.0.0')

# The default password for VNC console on HVM domain.
 # Empty string is no authentication.
 (vncpasswd )

E ainda para termos o teclado abnt2 suportado no console via vnc:

# The default keymap to use for the VM's virtual keyboard
 # when not specififed in VM's configuration
 (keymap 'pt-br')
# /etc/init.d/xend restart

14 –  Pronto, agora já estamos quase lá… o passo seguinte é rodar o script virt-install. Esse carinha facilita a nossa vida na criação das vms. Com o comando  abaixo estaremos criando nossa primeira máquina virtual:

# virt-install --prompt --vnc -- vncport=5006

–prompt: Auxilia na criação da vm
–vnc: Habilita o vnc
–vncport=5006: Define a porta de acesso remoto

Em um computador com ambiente gráfico, abrar um cliente VNC e acesse a mv através do IP do servidor dom0 + a porta 5006
Exemplo: 192.168.1.149:6

15 – com o comando xm list, podemos verificar quais as máquinas virtuais estão ligadas.

# xm list

16 – Um ponto importante agora é limitar o uso de memória no servidor Hospedero dom0, o parâmetro abaixo, define o limite que ela terá:

# vim /etc/grub.conf
dom_mem=512M

17 – Comandos importantes para a administração do LVM

pvdisplay: Exibe o volume físico criado
vgdisplay: Exibe o grupo de volume criado
lvdisplay: Exibe o volume lógico criado

Os comandos mostrados acima também podem ser utilizados da seguinte maneira:

pvs
vgs
lvs

No próximo tutorial, vamos aprender um pouco sobre a adminsitração do servidor Xen, comandos para iniciar, desligar, migrar e etc.

até!

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